Produtos agropecuários representaram 40% das exportações totais do estado, de janeiro a setembro, um número ainda maior que no recorte anterior
As
exportações
dos
produtos agropecuários
mineiros,
no
acumulado de
janeiro a setembro
deste
2024,
registraram
novos
patamares
históricos.
Com
um
total
de
US$
12,4
bilhões
e
13,9
milhões de toneladas embarcadas
para
167 destinos
globais, o
setor
experimentou
um
crescimento de
17%
na
receita
e
de 12% no
volume,
em
comparação
ao
mesmo intervalo
do
ano
anterior.
Para
fins
de comparação,
no
período anterior,
de janeiro a
agosto deste
ano,
os montantes apurados
foram de
US$
11,1
bilhões em
receita
e
12,4
milhões
de toneladas
embarcadas
para
165
destinos
globais.
Até
então,
esses eram considerados
os
melhores
resultados
desde
o
início
da série
histórica, em
1997. E
a
projeção
é otimista: se o
cenário
atual
se mantiver,
a
previsão
é
que
a
receita
anual
atinja
cerca
de
US$
17 bilhões.
“Os
͏núme͏ros
͏do a͏gro
͏em
M͏inas͏ Ger͏ais
͏são
͏semp͏re m͏uito͏
sig͏nifi͏cati͏vos,͏
sua͏
rep͏rese͏ntat͏ivid͏ade ͏na
n͏ossa͏
eco͏nomi͏a
é
͏inqu͏esti͏onáv͏el
–
e
o͏
se͏tor͏
co͏nti͏nua͏ cr͏esc͏end͏o, ͏mes͏mo
͏dia͏nte͏
da͏s a͏dve͏rsi͏dad͏es
͏de
͏cli͏ma
͏e
d͏e
p͏reç͏o d͏o
m͏erc͏ado͏ in͏ter͏nac͏ion͏al.͏ Ap͏oia͏r
e͏ in͏cen͏tiv͏ar
͏que͏m
q͏uer͏ pr͏odu͏zir͏,
i͏nov͏ar
͏e g͏era͏r e͏mpr͏ego͏s é͏
um͏ co͏mpr͏omi͏sso͏
do Governo
de
Minas”,
avalia
o vice-governador de
Minas, Professor
Mateus.
O
secretário
de
Estado de Agricultura,
Pecuária
e
Abastecimento
de
Minas
Gerais (Seapa),
Thales
͏Fernandes͏,
lembra
͏que
a nov͏a
quebra
͏de record͏e é
refle͏xo
do
emp͏enho dos
͏produtore͏s
rurais
͏mineiros ͏e
do
trab͏alho
séri͏o
feito
p͏elo
gover͏no para
apoiar
o
setor.
“O crescimento
constante da
nossa comercialização
com
mercados
internacionais prova
que, quem
busca
conhecimento
e
segue
as
boas
práticas
de
produção e ambientais,
alcança
reconhecimento.
E quando
esse
reconhecimento
vem
em
forma
de renda para
o
campo
e
receita
para o
Estado, é
ainda
melhor. A
economia
se
movimenta e todos
ganham”,
analisa o
secretário.
Especificamente
no
mês
de
setembro
deste ano,
os
números foram
de US$
1,4
bilhão
em
receita
e
1,2
milhão
de toneladas embarcadas. O café obteve valorização
e,
por
sua grande
participação na
pauta
exportadora
do agro
(52%
no
mês),
influenciou
positivamente
a
receita
arrecadada.
Café à
frente
O
café
continua
sendo o
carro-chefe
do
desempenho
do
setor. Café
verde,
torrado,
extratos e
derivados
totalizaram US$ 5,2
bilhões, com o embarque
de
21,9
milhões
de
sacas
para
85 países.
Foi
mais
um
recorde
para
o
setor, tanto
na
receita quanto no
volume
embarcado. O café ainda responde
por
cerca
de
42% das
exportações
do agronegócio
de Minas
Gerais,
representando
um
acréscimo de 37%
na
receita
e
28% no
volume.
Todos
os
principais
mercados importadores de
café seguiram
com
acréscimos nas aquisições.
Soja
e
produtos sucroalcooleiros
O
chamado
complexo soja, formado
pela soja em
grãos, farelo de soja
e
óleo
de
soja,
atingiu
a
marca
de
US$ 3,1
bilhões
e
7
milhões de
toneladas.
Os números,
no
entanto, revelam uma
leve
queda
de
3,2%
na receita obtida,
em
comparação
com o
ano anterior.
O
volume
exportado aumentou
em 16%,
mas
também aponta
para
um
cenário
de
desvalorização
no
preço médio.
A
China segue
sendo o maior
destino
de
soja,
com
77%
dos envios.
No
grupo
de
produtos formado por
açúcar de cana, álcool
e
demais
açúcares,
o
açúcar
vem
mantendo
as
vendas
aquecidas
com
aumento de
30%
no
valor
e
24%
no volume exportado.
No total,
o complexo sucroalcooleiro
representou 14% das exportações
mineiras,
com receita
de
US$
1,7 bilhão e comercialização
de 3,6
milhões
de
toneladas.
Carnes
registram
crescimento
As proteínas
bovinas,
suínas
e
de
frango
aumentaram
em
10%
a
quantidade embarcada no
período,
com
351 mil
toneladas.
A receita somou US$ 1,1
bilhão, um
crescimento de 9%.
A
carne
bovina
ainda
é
a principal
venda
do grupo,
com
73% da
receita.
Foram
US$
816 milhões
e
190
mil toneladas
–
um novo
recorde para o volume embarcado.
Os principais
clientes
dessa proteína
são
a China, os
Estados
Unidos,
Hong
Kong,
Emirados
Árabes Unidos
e Filipinas.
A
carne
suína
manteve
desempenho positivo
com
acréscimos
de
8% no
valor
e
25% no volume
embarcado, com
receita de
US$
40
milhões e
21
mil toneladas.
Já
o
frango registrou
quedas em
seus
números
e
no
volume
de
compras pela
China,
que
recuou
em cerca de
40%.
No entanto,
os
outros
principais
países
compradores
da
ave,
como
Emirados
Árabes Unidos,
México e
Singapura,
aumentaram
suas aquisições. No
período apurado, a
exportação de frango alcançou
US$
256 milhões
em
receita
e
135
mil
toneladas
embarcadas.
Silvicultura
No
grupo
formado pela
celulose,
madeira,
papel, borrachas
e gomas
naturais, as
exportações
totalizaram
US$ 888 milhões, com embarque
de
1,3 milhão de toneladas. A
celulose, principal
produto
do
setor,
voltou
a
apresentar
crescimento nas
vendas,
alcançando um
total
de
US$ 865
milhões
e
1,2
milhão de
toneladas, o
que equivale
a 97% da
receita
do
segmento.
Mercado
comprador
Os principais
parceiros
comerciais de Minas
Gerais
no
exterior foram
a
China (US$
3,6
bilhões),
Estados
Unidos
(US$
1,2 bilhão
milhões),
Alemanha
(US$
919 milhões), Itália
(US$
544
milhões)
e
Bélgica
(US$ 515
milhões).
Em
relação ao
cenário
nacional, Minas Gerais
se posiciona no
quarto
lugar
como
principal
estado
fornecedor
de
produtos
agropecuários,
responsável
por 10%
das
exportações brasileiras.

