“Sensação
de
dever
cumprido”
é como
o Comitê
Olímpico
do
Brasil (COB) define
Santiago
2023.
O
desempenho
do
Brasil
nos
Jogos
Pan-Americanos
do
Chile
foi histórico.
Nossos
atletas
conquistaram
o recorde
de
medalhas
com
205
pódios. Foram 66 ouros,
73
pratas
e
66 bronzes. Do
total,
184
medalhas
foram conquistadas
ou
tiveram a
participação
de pelo menos
um bolsista
do Programa
Bolsa Atleta
do Governo
Federal.
Ou seja,
89,75%
das
medalhas
do Brasil
em
Santiago
têm a
“digital”
do programa.
A
delegação
brasileira
atingiu
seu
objetivo
ao
superar –
e
muito –
os
números
de
Lima
2019, em
total
de medalhas
(169) e de ouros (54),
além de repetir
a segunda
colocação no
quadro geral
de
medalhas e
ainda conseguir
um grande
número
de
vagas
olímpicas. No
total
foram 140 vagas
conquistadas
direto
para
os
Jogos
de Paris 2024,
incluindo
esportes
como
o
tênis de
mesa,
boxe
e
vela.
Outro marco histórico
foi
que
pela
primeira vez
em Jogos
Pan-Americanos as
mulheres brasileiras
superaram
os
homens
no desempenho.
Elas
conquistaram 33 ouros,
32 pratas
e
30
bronzes,
um
total
de
95 medalhas, 3 a
mais que os
homens brasileiros,
que ficaram
com
30 ouros,
33
pratas
e
29
bronzes.
Em
disputas mistas,
o
Brasil
conquistou 3 ouros,
8
pratas
e 7 bronzes,
totalizando
18.
Em
evento
onde
foi realizado
um
balanço
da campanha
em
Santiago 2023, na Casa
Brasil,
Rogério Sampaio, diretor-geral
do Comitê Olímpico
Brasileiro
(COB) e
chefe de Missão
do
Brasil
para o Pan,
falou sobre
o
desempenho
do
país.
“Temos que
comemorar
sobretudo
ter
alcançado
nosso
principal
objetivo,
o
resultado esportivo de
ultrapassar
200
medalhas.
É
a
realização
de
um
sonho. Foi um
grande
feito
superar
o
resultado
de Lima.
Sabíamos da dificuldade
que
seria ultrapassar aquelas medalhas,
mas
conseguimos.
Vibrei
com
a
conquista
de
cada um
dos
atletas,
me
emocionei com muitas delas”,
disse.
Rogério
também
destacou as características
do
sucesso brasileiro.
“Acho que o
resultado,
mais
do
que
números, aponta para
um futuro
muito
promissor.
Em
várias
modalidades
a gente
vê
atletas
jovens
sendo
protagonistas,
entendendo
que
hoje o
atleta
tem
uma
carreira
longa,
longeva,
a
gente
fica imaginando
o que o
futuro nos
aguarda”,
completou.
Vagas olímpicas
Sobre
as v͏agas
olímp͏icas
conqu͏istadas,
S͏ebastian P͏ereira,
ge͏rente exec͏utivo
de a͏lto
rendim͏ento,
apro͏veitou
par͏a destacar͏
o trabalh͏o
do
Minis͏tério
do
E͏sporte
e
a͏
importânc͏ia
do
Bols͏a
Atleta.
“A
gente
sai daqui
com a
sensação dever
cumprido. SSão
140
vagas
diretas
para os
Jogos Olímpicos
conquistadas,
totalizando 143
atletas
já
classificados
para Paris,
que
era o
nosso objetivo. Esse resultado é a parte
visível
de
um processo
de preparação
que
acontece no Brasil
com
a
junção de
todos os atores
que são
extremamente
importantes,
incluindo
o
papel
do
Ministério do
Esporte
com
o
Bolsa Atleta, com o
COB, clubes,
federações
e
confederações. O
Bolsa Atleta é
tão fundamental
que
um
dos
pilares
de
sucesso no esporte,
dentro
de
vários estudos
que
são
elaborados, é justamente
a tranquilidade
financeira,
onde
entra
o
Bolsa
para
dar tranquilidade a
quase
todos os
nossos
esportistas
que
estão
aqui
no
Pan
e
como
eles
valorizam
esse
suporte”, afirmou
Sebastian.
A
delegação brasileira
em Santiago
foi a maior
da
história
do
país
em
competições
internacionais,
com
635
atletas,
sendo 469 (73,8%)
beneficiários do Programa Bolsa Atleta do
Governo Federal. O investimento
previsto
para
2023
nesses
atletas
é de
R$
20,69
milhões.
A
ginástica
foi
a que
mais
levou
bolsistas
a
ganharem medalhas.
Juntas, as modalidades
artística, rítmica
e
de trampolim
conseguiram
31 pódios,
para o Brasil.
Dos 37
atletas
que
subiram
ao pódio, 36
são bolsistas,
ou
seja, 97,29%
dos
ginastas recebem
o programa
para
auxílio na
sua
formação.
Cerimônia de
encerramento
A cerimônia de
encerramento
do
Pan foi
realizada
no
estádio
Bicentenário,
em La
Florida. O
evento
contou
com
apresentações
culturais, desfile
das
delegações,
premiações,
discursos de
agradecimento de autoridades locais,
do
Comitê Olímpico
Internacional,
da
PanAm Sports,
além
do apagamento
da
pira
pan-americana.
A
ginasta
Nicole
Pircio
foi
a porta-bandeira
da delegação
brasileira ao lado
do mesa-tenista
Hugo Calderano.
Nicole
ganhou
ouro na
ginástica
rítmica
no conjunto,
na
final
de 5
arcos
e
série mista
(maças
e
fitas).
Calderano
ganhou
dois ouros,
sendo tricampeão
no
individual
e por equipe
masculina, e prata
na
dupla
masculina.
“É
muito gratificante
poder
representar
o
Brasil
e fazer
parte
da ginástica,
que
é o
esporte
onde
nos dedicamos
diariamente. Estamos
colhendo
os frutos de
muito
trabalho. É
muito
bom
ser escolhida
como
porta-bandeira
e poder
representar
todos os esportes,
me
sinto
muito
honrada,
feliz e
grata”,
declarou Nicole.
A
cerimônia
contou também com
referências à cidade colombiana de Barranquilla,
próxima
sede
da
competição.
O anúncio
foi
feito no último
dia 26
pelo presidente
da
Panam
Sports,
Neven Illic,
responsável
pela
organização dos
Jogos Pan-Americanos. A próxima
edição
do
Pan
será
em 2027.

