O
dado
significativo
é da
pesquisa nacional realizada
pelo
Instituto Datafolha,
em abril de 2025. O
estudo
ainda
aponta
que
ser
vítima de sequestro
é
sempre um
motivo
de
preocupação
de 23%
das pessoas,
com 16
anos
ou
mais
Imagine
a cena:
o motorista para o
carro
diante de
um semáforo
amarelo piscando
—
sinal
de
atenção.
Ele cumpre sua
obrigação
como cidadão,
respeitando
as
leis de
trânsito. Mas, naquele
instante, não é
a multa
que
o
preocupa.
É
o
medo.
Cercado por dezenas de
veículos, ele
se
sente
vulnerável,
tenso,
imaginando o pior.
Os pensamentos
se
atropelam: “Se eu for
assaltado, entrego o carro
— minha vida
vem primeiro”; “E depois?
Vai ser uma dor
de
cabeça
acionar o
seguro,
negociar um
carro
novo…”;
“Será que o
valor
do
seguro cobre
mesmo
um veículo zero?”;
“Não
tem
nenhum
policial por
perto… quem
poderia
me ajudar
agora,
com esse
medo
tomando
conta
de
mim
aqui
dentro
sozinho?”
Essa
é a
realidade
silenciosa
de
muitos motoristas
nas
grandes cidades
brasileiras:
o trânsito
que
deveria
ser
apenas
um
desafio
de mobilidade
se
transforma, também, em um
espaço
de insegurança.
Realidade refletida
nos
dados
levantados pela
pesquisa
nacional
do
Instituto
Datafolha
2025,
realizada de
1º
a
3
de abril de
2025,
com
3.054
entrevistados
em
todo
o
Brasil,
distribuídos
em
172
municípios.
A
margem
de erro
máxima
para
o
total da
amostra
é
de 2
pontos
percentuais,
para
mais
ou
menos, dentro
do nível
de
confiança
de
95%.
Atenção aos números
Quatro
em
cada
dez (39%) brasileiros
têm
muito
medo de
serem
assaltados
quando param com o
carro no
semáforo, 30%
declaram ter
um
pouco
de
medo, 28%
não
têm
medo
e,
4% não
costumam estar nessa
situação.
O
índice de
muito
medo
se destaca
entre
as
mulheres (46%, ante
31%
entre
os
homens),
entre
os que
têm
60
anos
ou mais
(49%,
ante 24% entre
os que têm
16 a
24
anos), entre
os que
possuem
menor escolaridade (48%),
entre
os que
têm
renda
familiar
de até
2
salários
mínimos
(45%, ante
29% entre
os
que
têm renda familiar
mensal
de
mais
de
10
salários
mínimos),
entre
os que residem em
regiões metropolitanas
(47%, ante 34% entre
os moradores do
interior),
e entre
os
moradores
da
região Nordeste (46%,
ante
24%
entre os
moradores
da
região
Sul).
Enfim,
independentemente de
recortes
de
categorias, o que fica
evidente
é
o
medo
instalado dentro
do
carro.
Vítima
d͏e
seques͏tro
O
estudo também revela
que
ser
vítima de
sequestro é
sempre
um motivo
de
preocupação
de
23% dos brasileiros, para
3%, é frequente,
para
13%,
às
vezes, para 16%,
raramente,
44%
nunca têm
essa
preocupação,
e
1%
não quiseram
opinar.
Se
destacam entre
os
que
sempre possuem
a preocupação
de ser vítima
de
sequestro:
as
mulheres (29%,
ante 16% entre
os homens),
os mais
velhos (30%), os
menos
escolarizados (30%),
e entre
quem
tem
renda
familiar
de até
2
salários
mínimos
(28%, ante 13%
entre
os que
têm renda
familiar mensal
de
mais
de
10
salários
mínimos).
Criminalidade em alta
A
pesquisa mostra
que
58%
dos brasileiros, com
16 anos
ou
mais, avaliam
que
a criminalidade
em
sua cidade
aumentou
nos
últimos
doze
meses. Já,
25% consideram
que
a
criminalidade
não mudou,
15% que
diminuiu, e
2% não opinaram.
A
percepção
de que
a
criminalidade
em
sua
cidade aumentou é
maior
entre
as
mulheres do
que os
homens (62%,
ante
52%), entre
os moradores
da
região Sudeste
(64%),
entre
os
que
moram no
Estado de
São
Paulo (64%), entre
os
que
residem
em
regiões
metropolitanas
(66%,
ante 51%
entre
os que
moram
em cidade
do interior).
Questionados
sobre
a percepção
da
criminalidade
em seu bairro,
41%
avaliam que
aumentou
nos
últimos doze
meses, para
38%,
não houve mudanças,
para
19%,
diminuiu e
2% não
opinaram.
A percepção do
aumento da criminalidade
no
bairro de
moradia
é
maior
entre
os moradores da
região
Sudeste
(46%),
entre os
moradores
do Estado
de
São Paulo (46%),
entre
os
que
residem
nas
regiões metropolitanas (52%).

