Falta de empatia e acessibilidade: Olhar de Maria discute o preconceito dentro e fora de cena

 

Dor, amor e aceitação são o ponto de partida em meio a escândalo de exclusão em peça de teatro 

 

 

A peça Olhar de Maria expõe, em meio à polêmica recente com Cláudia Raia no teatro e com a proximidade do Dia da Pessoa com Deficiência Visual, a narrativa de exclusão de corpos fora do padrão. O Grupo Tragicômico revela em cena a força de uma mulher deficiente, que é invisível para o mundo na quarta (05/11) e quinta-feira (18/11).

 

A história mostra uma mulher que enfrenta o preconceito e o afastamento do filho por causa de seu próprio corpo. A personagem carrega uma “deformidade” e tem de lidar com a dureza da vida e o desafio do amor incondicional pelo filho, que se envergonha dela. Ele, em busca de aceitação e uma vida “normal”, afasta a mãe. Ela insiste em amar e mostrar sua força, apesar das feridas, encarando um mundo que a reduz à aparência e nega sua dignidade. 

 

Por meio da música, humor e poesia, a peça faz um convite à reflexão sobre a condição humana, a uma sociedade que rejeita aquilo que foge ao padrão, ao amor incondicional e à compreensão das dores que moldam esse sentimento. Com direção de Giovanni Beirigo, dramaturgia de Júlia Lopes e preparação corporal e vocal de Bru Garcia, o espetáculo propõe um olhar sobre a estética e emocional, revelando silêncios e memórias que ecoam no tempo.

Um chamado à empatia e à reflexão sobre a cegueira simbólica de uma sociedade que rejeita o diferente.

 

 

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Sobre o espetáculo

 

Este espetáculo conta a história de uma mulher marcada por uma “deformidade”, que carrega o peso maior da exclusão e, sem coração, o amor incondicional por um filho que aprende a abraçá-la. Entre roupas lavadas, roupas sujas e filhos desgastados na esperança, a mulher enfrenta a dureza de um mundo que reduz sua aparência e nega sua dignidade. O conflito se intensifica quando o filho, seduzido pelo desejo de aceitação e pela promessa de uma vida “normal”, decide tentar construir seu próprio futuro. A partir dessa ruptura, revelamos as feridas antigas, os silêncios e a culpa que ecoam há muito tempo, revelando o quanto os preconceitos ainda contaminam as feridas cada vez mais profundas. Entre humor e amor, música e poesia, no jantar nos vemos como uma especialista em contradições humanas, uma convicção de empatia e uma reflexão sobre a percepção simbólica de uma sociedade que rejeita ou difere. No filme, permanece pela força de uma mulher que insiste em amar, mesmo quando o amor se torna novamente mais ferido.

 

Sobre o grupo

 

O Grupo Tragicômico nasce em 2022, formado por estudantes-artistas em ascensão ao meio cultural de Uberlândia (MG). A trajetória do grupo tem início com a cena “Epona”, apresentada no 5º Festival Grande Otelo de Cenas Curtas, e se consolida em 2023 com os trabalhos G.Ε.Ν.Ι., Lei da Inquisição, Asfalto e A Caolha, apresentados no mesmo festival, em edições diferentes, realizado pelo Diretório Acadêmico Grande Otelo, do Curso de Teatro do Instituto de Artes da Universidade Federal de Uberlândia.

 

Após uma pausa em 2024, o grupo retoma suas atividades em 2025, participando, agora, de outros festivais e projetos de fomento, como o FATUCC (Festival da Associação de Teatro de Uberlândia de Cenas Curtas), o Festival ATU Vai às Escolas e o projeto, aprovado pelo PMIC, Entre a Loucura e o Riso: o grito da solidão, o qual culminou no espetáculo Entre o Riso e a Loucura.

 

Encerrando o ciclo de 2025, o Tragicômico apresenta “Olhar de Maria”, espetáculo originado da cena curta A Caolha, que amplia sua pesquisa dramatúrgica e reafirma o compromisso do grupo com o teatro como espaço de encontro, reflexão e transformação.

 

FICHA TÉCNICA:

 

Direção: Giovanni Beirigo

Lista: Bianca Fidenis, Diana Beatriz, Luciano Santiago, Nara Erler e Salvador Neto

Preparação Corporal e Vocal: Bru Garcia

Dramaturgia: Júlia Lopes

Adaptação de Dramaturgia: Coletiva

Iluminação e Operação de Luz: Luiz

André Perrella

Sonoplastia e Operação de Som: Davi Diniz

Figurinista: Lara Puccinelli

Cenografia e Cenotecnia: Lupac

Maquiagem: Marcos Lima

Produção e Produção Executiva: Marciel Domingues

Assistência de Produção: Alice Paukoski e Liz Barbosa

Assessoria de Imprensa: Vitória Caregnato e Dani Barros

Design Gráfico: Igor Herrera

Transporte: Jardel Fernandes

Interprete de Libras: Priscila Gadêlha

Registros e Documentação Fotográfica: Vinicius Severo

 

 

Serviço:

Peça “Olhar de Maria” com Grupo Tragicômico

Horários:

Data: 05 de novembro

Horário: Sessões: 18h e 20h

Local: Teatro Municipal de Uberlândia

Endereço: Avenida Rondon Pacheco, 7070- Tibery

18 de dezembro

Sessões: 18h30 e 20h30

Local: Cine Teatro Nininha Rocha

Endereço: Praça Prof. Jacy de Assis- Centro

Entrada gratuita – retirada pelo Sympla (link na bio @grupo.tragicomico)

Classificação: Livre | Acessível em Libras

 

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