Mais de 3,5 bilhões de pessoas no mundo convivem com doenças bucais. Entenda como o problema pode impactar autoestima e bem-estar da população.
No início do ano, é comum que metas como praticar exercícios, melhorar a alimentação e cuidar da saúde mental entrem no planejamento pessoal. Mas um ponto ainda pouco lembrado é a saúde bucal como parte do autocuidado integral — apesar de sua influência direta na qualidade de vida.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3,5 bilhões de pessoas no mundo convivem com doenças bucais, muitas delas associadas à perda dentária, dor crônica e limitações funcionais.
Além do impacto físico, estudos internacionais indicam que problemas bucais podem interferir em atividades simples do cotidiano, como comer, falar e sorrir com segurança, afetando a participação social e a autoestima.
De acordo com Dr. Helder Menezes, especialista no assunto, a perda dentária pode provocar impactos silenciosos — desde a adaptação alimentar até a retração social.
“A recuperação da função mastigatória e da estética do sorriso tende a restabelecer não apenas conforto, mas também segurança para interações sociais e profissionais”, afirma o profissional com mais de 30 anos de carreira e cerca de 15 mil implantes realizados.
Segundo Menezes, depois que o paciente passa pela reabilitação oral, é comum relatarem sensação de grande mudança em suas vidas. “A mudança é tanto na saúde física porque o paciente passa, por exemplo, a se alimentar melhor, quanto na saúde mental. Eles voltam a se aproximar das pessoas, passam a sorrir mais, mulheres voltam a caprichar no batom, homens tiram o bigode, como clara demonstração de melhora da autoestima”, detalha.
Para o especialista, a decisão de passar pela reabilitação oral surge quando o paciente decide priorizar a própria qualidade de vida, pois voltar a mastigar sem desconforto, sorrir em público sem constrangimento ou simplesmente se reconhecer novamente no espelho representa a retomada da confiança e da liberdade.
“Entender que a saúde bucal é parte de um projeto maior de bem-estar ajuda a desconstruir a ideia de que um implante dentário é apenas estético ou opcional. É nesse sentido que a reabilitação oral ultrapassa o campo técnico e alcança dimensões emocionais e sociais mais profundas”, reitera.
Sobre Dr. Helder Menezes
Dr.͏ He͏lde͏r M͏ene͏zes͏ é ͏Mes͏tre͏ em͏ Ci͏ênc͏ias͏ Od͏ont͏oló͏gic͏as ͏pel͏a U͏FU ͏e D͏out͏or ͏pel͏a U͏niv͏ers͏ida͏de ͏São͏ Le͏opo͏ldo͏ Ma͏ndi͏c (͏SP)͏. E͏spe͏cia͏lis͏ta ͏em ͏Per͏iod͏ont͏ia,͏ Im͏pla͏nto͏don͏tia͏ e ͏Har͏mon͏iza͏ção͏ Or͏ofa͏cia͏l, ͏alé͏m d͏e b͏iom͏édi͏co,͏ at͏ua ͏há ͏mai͏s d͏e 3͏0 a͏nos͏ na͏s á͏rea͏s c͏lín͏ica͏ e ͏aca͏dêm͏ica͏. É͏ re͏fer͏ênc͏ia ͏em ͏cir͏urg͏ias͏ da͏ fa͏ce ͏e r͏eab͏ili͏taç͏ão ͏ora͏l, ͏com͏ ap͏rox͏ima͏dam͏ent͏e 1͏5 m͏il ͏imp͏lan͏tes͏ re͏ali͏zad͏os ͏ao ͏lon͏go ͏da ͏car͏rei͏ra.͏ Co͏ord͏ena͏ o ͏pri͏mei͏ro ͏cur͏so ͏de ͏esp͏eci͏ali͏zaç͏ão ͏em ͏cir͏urg͏ias͏ da͏ fa͏ce ͏de ͏Ube͏rlâ͏ndi͏a r͏eco͏nhe͏cid͏o p͏elo͏ ME͏C e͏ é ͏cof͏und͏ado͏r d͏a H͏D E͏nsi͏nos͏ Od͏ont͏oló͏gic͏os,͏ ce͏ntr͏o d͏e p͏ós-͏gra͏dua͏ção͏ qu͏e j͏á f͏orm͏ou ͏mai͏s d͏e t͏rês͏ mi͏l a͏lun͏os.

