Curtidas perdem importância, vídeos simples ganham espaço e especialistas alertam para nova lógica do engajamento
Você já p͏ercebeu q͏ue as sua͏s postage͏ns não tê͏m o mesmo͏ número d͏e curtida͏s? O alca͏nce caiu ͏e não é s͏ó com voc͏ê. A muda͏nça no al͏goritmo d͏o Instagr͏am já imp͏acta empr͏esas e cr͏iadores d͏e conteúd͏o em todo͏ o Brasil͏ e exige ͏uma adapt͏ação imed͏iata.
Dados recentes mostram que mais de 90% dos brasileiros conectados usam redes sociais, e cerca de 70% estão no Instagram. Mesmo assim, o comportamento mudou: as pessoas interagem menos com curtidas e mais com ações silenciosas, como salvar e compartilhar conteúdos.
Para a estrategista digital Vitória Normandia, da Click Conexão, isso muda completamente o jogo. “Hoje, o conteúdo precisa gerar valor real. Curtida não sustenta mais resultado. O que importa é quando alguém salva, compartilha ou comenta”, explica.
Outra mudança visível está no formato: conteúdos muito produzidos perdem espaço para vídeos simples, diretos e com cara de “vida real”. A lógica é clara: quanto mais autêntico, maior a chance de conexão.
O que mudou no algoritmo do Instagram em 2026
- Curtidas deixaram de ser a principal métrica
- Salvamentos e compartilhamentos ganharam peso
- Comentários aumentam a entrega do conteúdo
- Vídeos curtos continuam dominando, mas com abordagem mais simples
- Conteúdos muito produzidos perderam força
O que não funciona mais como antes
- Posts apenas educativos e genéricos
- Stories engessados, com roteiro pronto
- Sequências focadas só em venda
- Vídeos m͏uito edi͏tados e ͏com esté͏tica de ͏estúdio
O que mais gera engajamento agora
- Conteúdos práticos, que a pessoa aplica na hora
- Vídeos espontâneos, com linguagem simples
- Bastidores e rotina real
- Opiniões e conteúdos que geram conversa
- Publicações que fazem o usuário salvar ou compartilhar
Alerta para empresas
A mudança já impacta diretamente quem usa o Instagram para vender ou fortalecer marca. Estratégias que funcionaram até o ano passado começam a perder efeito.
“Muita gente ainda está presa ao modelo antigo. Mas o público mudou. Hoje, as pessoas querem proximidade, não perfeição”, reforça Vitória Normandia.

