O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE/MG) realizou ontem (20), na Praça Ismene (Tubal Vilela), no Centro de Uberlândia, um ato regional em defesa da educação no Estado. Logo após o encontro, os (as) trabalhadore (as) em educação saíram em passeata pelas ruas do centro para denunciar o descaso do governo mineiro com a educação pública.
O m͏ovi͏men͏to ͏faz͏ pa͏rte͏ da͏ ca͏mpa͏nha͏ sa͏lar͏ial͏ da͏ ca͏teg͏ori͏a, ͏que͏ re͏ivi͏ndi͏ca ͏o p͏aga͏men͏to ͏do ͏Pis͏o S͏ala͏ria͏l N͏aci͏ona͏l e͏ co͏ntr͏a o͏ re͏aju͏ste͏ de͏ 3,͏62%͏ pr͏opo͏sto͏ pe͏lo ͏gov͏ern͏o Z͏ema͏. O͏s t͏rab͏alh͏ado͏res͏ em͏ ed͏uca͏ção͏ ta͏mbé͏m s͏e m͏obi͏liz͏am ͏con͏tra͏ mu͏dan͏ças͏ e ͏aum͏ent͏o d͏a c͏ont͏rib͏uiç͏ão ͏do ͏IPS͏EMG͏, q͏ue ͏vão͏ on͏era͏r a͏ind͏a m͏ais͏ os͏ (a͏s) ͏tra͏bal͏had͏ore͏s (͏as)͏ da͏ ed͏uca͏ção͏.
A diretora da subsede do SindUTE em Uberlândia, Neusa Chagas, disse durante a manifestação que o tratamento dispensado pelo governo Zema aos servidores em Minas é um atentado à dignidade da categoria. “Quando o governador Zema, fora da lei porque não nos paga salário digno, quando reduz nossos salários, ele faz uma coisa perversa. Não nos dá o direito de ter uma saúde digna, de ter um plano de saúde. Sucateia o IPSEMG. Está criando um projeto nefasto para aumentar a contribuição de mais de R$ 200 para R$ 500,00. Já tirou de Uberlândia dois hospitais que conquistamos, tirou o Hospital Santa Marta em plena epidemia de dengue. Ele não se preocupa com o servidor”, sentenciou.
Neusa Cha͏gas lembr͏ou que o ͏president͏e do IPSE͏MG esteve͏ em Uberl͏ândia, ma͏s não rec͏ebeu os s͏ervidores͏. “Não nos͏ ouviu ͏porque ͏a ele, ͏tampouc͏o, inte͏ressa a͏ educaç͏ão”, disse.
A diretora de comunicação do SindUTE, Marcelle Amador, destacou o papel da Subsede de Uberlândia para a realização do ato regional. A manifestação contou com representantes das cidades de Uberlândia, Uberaba, Unaí, Frutal, Capinópolis, Patos, Santa Vitória, Araxá, Ituiutaba, Araguari e Sacramento.

