Especialista em marketing e comportamento de consumo Marcus Vinicius Ferreira explica estratégias práticas para preparar times de vendas, gerar valor de marca e fidelizar consumidores em um cenário de compradores mais exigentes.
A contagem regressiva para a Black Friday 2025, marcada para 28 de novembro, já começou, e as empresas que ainda não se organizaram para o período mais lucrativo do varejo precisam agir rápido. O alerta é do publicitário Marcus Vinicius Ferreira, especialista em marketing estratégico, que reforça: ainda dá tempo de preparar as equipes de vendas, mas o foco deve ser estrat͏égico ͏e dire͏cionad͏o à cr͏edibil͏idade ͏da mar͏ca.
“Neste momento, não há tempo para treinamentos extensos. A equipe precisa saber exatamente quais são as ofertas, as regras, as exclusões e, principalmente, a proposta de valor real para o cliente”, explica Marcus. “O marketing atrai o público, mas é o vendedor que converte; e a falta de preparo pode transformar oportunidade em frustração.”
Em um cenário em que o consumidor está cada vez mais consciente e exigente, o especialista destaca que a experiência de compra precisa refletir o propósito da marca.
“A equipe de vendas deve entender o propósito da empresa como uma diretriz prática de atendimento. O foco deve estar na solução que o produto oferece para a vida do cliente, e não apenas no preço”, afirma.
Segundo Marcus Vinicius, um dos maiores erros das empresas é a falta de coerência entre o discurso e a entrega. O vendedor precisa estar munido de informações claras sobre as promoções, prazos e políticas de troca. “Isso reduz a ansiedade do cliente e protege a reputação da marca”, reforça.
Estratégias que funcionam no cenário atual
Entre as estratégias mais eficazes para o período, o publicitário cita a construção de autoridade e o uso inteligente de dados de consumo. Conteúdos em blogs, vídeos e podcasts ajudam a posicionar a marca como referência no segmento, enquanto a segmentação comportamental permite mensagens mais assertivas.
“O consumidor da Black Friday transita entre o online e o físico. A experiência deve ser integrada, fluida e coerente em todos os canais”, explica.
Pa͏ra͏ a͏s ͏pe͏qu͏en͏as͏ e͏ m͏éd͏ia͏s ͏em͏pr͏es͏as͏, ͏Ma͏rc͏us͏ r͏ec͏om͏en͏da͏ a͏po͏st͏ar͏ e͏m ͏en͏ca͏nt͏am͏en͏to͏ n͏o ͏pó͏s-͏co͏mp͏ra͏. ͏“C͏ar͏ta͏s ͏ma͏nu͏sc͏ri͏ta͏s,͏ e͏mb͏al͏ag͏en͏s ͏pe͏rs͏on͏al͏iz͏ad͏as͏ e͏ b͏ri͏nd͏es͏ l͏oc͏ai͏s ͏fa͏ze͏m ͏di͏fe͏re͏nç͏a.͏ S͏ão͏ g͏es͏to͏s ͏si͏mp͏le͏s ͏qu͏e ͏as͏ g͏ra͏nd͏es͏ r͏ed͏es͏ n͏ão͏ c͏on͏se͏gu͏em͏ r͏ep͏li͏ca͏r”͏, ͏de͏st͏ac͏a.
Tendências e oportunidades além da Black Friday
Marcus Vinicius lembra que o comportamento de consumo mudou — e as marcas precisam acompanhar. A transparência sobre a origem dos produtos, a sustentabilidade e a durabilidade estão entre os valores mais observados pelo público.
“O ͏des͏con͏to ͏pod͏e s͏er ͏vis͏to ͏com͏o u͏m i͏nve͏sti͏men͏to ͏int͏eli͏gen͏te,͏ de͏sde͏ qu͏e o͏ pr͏odu͏to ͏com͏uni͏que͏ qu͏ali͏dad͏e e͏ pr͏opó͏sit͏o”,͏ af͏irm͏a.
O especialista também alerta que o trabalho não termina no dia 28. O pós-venda é o que define se o cliente vai voltar. Comunicação proativa, programas de fidelidade e conteúdo educativo são essenciais para transformar uma compra em relacionamento.
“A Black Friday deve ser vista como uma oportunidade de branding. As marcas que agem com integridade e transparência conquistam algo muito mais valioso do que vendas rápidas: a confiança do consumidor”, conclui.

