científico aponta ótima adaptação das gramíneas; na pesquisa, o híbrido
Mavuno mostrou maior taxa de crescimento total com volume até 67%
superior
Estudo
recém-concluído na Universidade Federal de Uberlândia compara os
resultados de adaptação e produtividade em condição de diferimento de
pastagens de três brachiarias híbridas e da brachiaria Marandu, gramínea
mais empregadas na pecuária tropical. A técnica do diferimento consiste
em reservar área de pasto no início do outono na região Sudeste e
Centro-Oeste para servir de alimento ao rebanho na época da seca.
Com o título “Dinâmica do perfilhamento, crescimento e senescência dos capins Marandu, Mulato II, Mavuno e Ipyporã sob diferimento”,
o trabalho foi conduzido por Bruno Humberto Rezende Carvalho em sua
tese de Doutorado em Ciências Veterinárias. O estudo estimou diferentes
parâmetros para conhecer como a gramínea cresce e perfilha para
averiguar seu desempenho em condições de diferimento da pastagem.
“Não havia nenhum trabalho científico com a comparação entre esses
novos híbridos com gramíneas já amplamente estudadas como o
capim-Marandu”, afirma Manoel Eduardo Rozalino Santos, professor da
Faculdade de Medicina Veterinária da UFU, orientador da tese e autor do
livro “O Controle do Pasto Engorda o Gado”.
“Às vezes se tinha informações isoladas sobre um capim ou brachiaria
em condições de diferimento ou vedação da pastagem, mas não havia, até
então, o comparativo entre esses híbridos”, explica Rozalino Santos.
Resultado
A conclusão do trabalho apontou que os
capins Marandu, Mavuno, Ipyporã e Mulato II são adequados para a prática
do diferimento. No entanto, de acordo com o estudo, o capim-mavuno
apresenta maior taxa de crescimento total em nível de dossel forrageiro.
Com base nesse parâmetro, a segunda melhor opção para a prática seria a
tradicional brachiaria Marandu.
Na comparação com o Marandu, a Taxa de Crescimento Total do Capim
Mavuno, variável que estima a produção de massa seca por hectare por
dia, foi 36% superior. Na comparação com o híbrido que teve o pior
desempenho nesta variável, Mavuno foi 67% superior.
Estratégia
O professor Manoel Rozalino Santos,
coordenador do Grupo de Pesquisa em Forragicultura da universidade,
explica que a tecnologia do diferimento é estratégica para alimentar o
gado à pasto no período de escassez de alimento típica do período seco
do ano na região Sudeste e Centro-Oeste.
“Ela é simples de ser adotada, e o trabalho do Bruno mostra quais
variedades estão mais apropriadas para o diferimento”, relata Edson de
Castro Júnior, engenheiro agrônomo e coordenador técnico da Wolf
Sementes, empresa que desenvolveu a brachiaria híbrida Mavuno.
O coordenador técnico da Wolf Sementes,
lembra que o estoque de massa de forragem gerado pelo diferimento,
desde que com qualidade, reduz os custos com suplementação do gado no
período seco.
Experimento no cerrado
O estudo foi realizado em
área experimental de Uberlândia, na região do Triângulo Mineiro, em
Minas Gerais, em bioma típico de cerrado. Em regiões com esse bioma, o
diferimento é uma prática comum principalmente na pecuária de corte.
“A área foi constituída de 16 parcelas de 12,25 m² cada e o
experimento foi repetido por dois anos consecutivos, em 2020 e 2021”,
explica Bruno Carvalho, que foi bolsista da CAPES, do governo federal. A
pesquisa também recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).
Sobre a Wolf Sementes
Há mais de 47 anos, a Wolf
Sementes investe em pesquisa, inovação e tecnologia para contribuir com o
avanço da agropecuária brasileira. Possui amplo portfólio de sementes
de pastagens, ultrapassando 40 cultivares de forrageiras e leguminosas
que abastecem o mercado interno e são exportadas para 65 países. Foi
pioneira no mercado ao apresentar a Brachiaria híbrida Mavuno, líder no
segmento.
Opa Assessoria

