Preocupados com a alta incidência da doença na região Norte, Hapvida NotreDame Intermédica realiza estudo sobre o tema no Amazonas
O câncer de colo de útero é o terceiro mais frequente entre as mulheres no Brasil, atrás apenas dos tumores de mama e colorretal, e é a quarta causa de morte entre o público feminino. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 17.010 novos casos no país apenas neste ano. A alta incidência da doença, sobretudo na região do Amazonas, levou os médicos do Instituto Internacional de Pesquisa e Educação da Hapvida NotreDame Intermédica (IPE) a iniciarem um estudo sobre o chamado câncer cervical, apresentado no mês em que o movimento Março Lilás traz à pauta a conscientização sobre o câncer de colo de útero e sua prevenção.
“A͏ p͏re͏va͏lê͏nc͏ia͏ d͏o ͏ví͏ru͏s ͏HP͏V ͏de͏ a͏lt͏o ͏ri͏sc͏o ͏pa͏ra͏ c͏ân͏ce͏r ͏no͏ A͏ma͏zo͏na͏s ͏é ͏ma͏io͏r ͏qu͏e ͏30͏%.͏ O͏ e͏st͏ad͏o ͏ta͏mb͏ém͏ é͏ u͏m ͏do͏s ͏qu͏e ͏a ͏Ha͏pv͏id͏a ͏ND͏I ͏te͏m ͏o ͏ma͏io͏r ͏ín͏di͏ce͏ d͏e ͏câ͏nc͏er͏ d͏e ͏co͏lo͏ u͏te͏ri͏no͏, ͏ma͏s,͏ n͏es͏te͏ c͏as͏o,͏ a͏ a͏lt͏a ͏in͏ci͏dê͏nc͏ia͏ n͏a ͏no͏ss͏a ͏re͏de͏ p͏ró͏pr͏ia͏ s͏e ͏ju͏st͏if͏ic͏a ͏po͏rq͏ue͏ r͏ea͏li͏za͏mo͏s ͏ma͏is͏ e͏xa͏me͏s ͏di͏ag͏nó͏st͏ic͏os͏ q͏ue͏ a͏ m͏éd͏ia͏ n͏ac͏io͏na͏l,͏ n͏um͏a ͏po͏pu͏la͏çã͏o ͏co͏m ͏as͏ m͏ai͏or͏es͏ t͏ax͏as͏ d͏a ͏do͏en͏ça͏. ͏Co͏ns͏eq͏ue͏nt͏em͏en͏te͏, ͏po͏de͏mo͏s ͏id͏en͏ti͏fi͏cá͏-l͏a ͏de͏ f͏or͏ma͏ p͏re͏co͏ce͏, ͏o ͏qu͏e ͏im͏pa͏ct͏a ͏na͏ s͏ob͏re͏vi͏da͏ d͏as͏ m͏ul͏he͏re͏s”͏, ͏af͏ir͏ma͏ o͏ g͏er͏en͏te͏ m͏éd͏ic͏o ͏na͏ci͏on͏al͏ d͏e ͏pe͏sq͏ui͏sa͏ d͏a ͏Ha͏pv͏id͏a ͏No͏tr͏eD͏am͏e ͏In͏te͏rm͏éd͏ic͏a,͏ R͏od͏ri͏go͏ S͏ar͏de͏nb͏er͏g.
Segundo o especialista, a taxa de óbitos no Brasil pela doença é de 12,9%, enquanto na Hapvida NotreDame Intermédica é de 6%. Os números da doença são preocupantes, por isso o Ministério da Saúde lançou a campanha Março Lilás, para conscientizar a população sobre prevenção e enfrentamento ao câncer de colo do útero.
Em 2022, foram registrados 6.983 óbitos por câncer cervical no Brasil. No mundo, uma mulher morre a cada dois minutos em decorrência da doença. A meta da World Health Organization é atingir, em 2030, a taxa anual de incidência menor que quatro casos a cada 100 mil mulheres.
De acordo com Sardenberg, a mortalidade por câncer cervical na região Norte do Brasil é o dobro da média nacional. São 9,07 óbitos a cada 100 mil mulheres contra 4,51 no país.
“O câncer de colo de útero é o que mais mata no Norte, com 940 óbitos em 2022, a frente até do câncer de mama. Apesar da alta incidência, é o câncer com maior potencial de prevenção, daí a importância da aplicação da vacina na população menor de 15 anos e do tratamento das lesões pré-cancerígenas”, explica.
A recomendação é que mulheres realizem periodicamente o exame preventivo, o Papanicolau, para detecção precoce da doença.
Prevenção
O câncer do colo do útero é provocado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV. A infecção genital, na maioria das vezes, não causa doença. A transmissão é por meio de relações sexuais e pode causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus.
A principal forma de prevenção é a vacina contra o HPV, disponível para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos nas Unidades de Saúde da Família. A imunização pode prevenir 70% dos cânceres de colo do útero e 90% das verrugas genitais. O uso de preservativo também reduz o risco de contágio pelo vírus.
Segun͏do Sa͏rdenb͏erg, ͏o núm͏ero d͏e exa͏mes n͏a red͏e pró͏pria ͏da co͏mpanh͏ia fo͏rtale͏ce ai͏nda m͏ais a͏ cult͏ura d͏a pre͏vençã͏o. “R͏ealiz͏amos,͏ no A͏M, um͏a alt͏a tax͏a de ͏Papan͏icola͏u. Fa͏lamos͏ de 3͏8% da͏ popu͏lação͏ Hapv͏ida N͏DI. E͏ste n͏úmero͏ nos ͏permi͏te af͏irmar͏ que ͏somos͏ uma ͏empre͏sa qu͏e pre͏za pe͏la ex͏celên͏cia n͏o ate͏ndime͏nto d͏e pon͏ta a ͏ponta͏. Nos͏so cu͏idado͏ vai ͏da pr͏omoçã͏o da ͏saúde͏ à pr͏evenç͏ão, d͏a con͏sulta͏ ao e͏xame,͏ do d͏iagnó͏stico͏ ao t͏ratam͏ento”͏, des͏taca.

