Em alusão ao Dia ͏Inte͏rnac͏iona͏l da͏ Não͏ Vio͏lênc͏ia C͏ontr͏a as͏ Mul͏here͏s, o Museu da Diversidade Sexual (MDS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, irá lançar a documentário “AM͏IS͏TO͏SA” no dia 25 de novembro em seu canal oficial no YouTube.
O registro traz a gravação completa da partida de futebol de várzea feminino entre os times Perifeminas e Grêmio Esperança. O material audiovisual também conta com uma roda de conversa com as jogadoras dos times, a locutora esportiva Chris Lima e Roseli de Belo, ex-jogadora de futebol e veterana de Olimpíadas e Copas do Mundo.
“Fazer o registro do Amistosa não é só ratificar a relevância de uma das atividades mais importante realizadas durante o ano de 2023 pelo MDS, mas é também a busca em se contrapor às lógicas de marginalização, contribuindo com a memória e ampliação da visibilidade de mulheres no futebol. Cabe lembrar que a realização da Copa do Mundo Feminina organizada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) só foi iniciada mais 60 anos após a Copa do Mundo [masculina]”, afirma Khadyg Fares, pesquisadora do MDS.
A par͏tida,͏ prom͏ovida͏ pelo͏ MDS,͏ ocor͏reu n͏o dia͏ 30 d͏e jul͏ho na͏ regi͏ão me͏tropo͏litan͏a de ͏São P͏aulo ͏e tev͏e com͏o obj͏etivo͏ conectar pessoas de diversas idades, raças, identidades sexuais e de gênero no período do clima da Copa do Mundo Feminina.
OS TIMES
O Perifeminas é um time composto por meninas e mulheres cis fundado em 2014 por quatro irmãs que, através do esporte, buscam o desenvolvimento de atletas, e utilizam da literatura como ferramenta para dialogar em campo.
Já o Grêmio Esperança, fundado por Lucelia Leal, mais conhecida como Neguinha, tem a intenção de ajudar meninas e mulheres que querem ser jogadoras profissionais e também aquelas que jogam por diversão, para se exercitar ou mesmo para se distrair depois de um dia corrido.
“Consideramos o Grêmio uma família, pois estamos ali para ajudar em todos os sentidos. Hoje temos um mix de atletas, algumas federadas e outras que, através do esporte, superaram problemas, todas com muito amor pela camisa do time e pela bola no pé”, conta Neguinha.
“Ao promover a Amistosa entre os times de futebol de várzea feminino, em seu espaço de atuação e origem, o MDS reafirma o desejo de estar presente nas comunidades com as quais deseja, além de representar, atuar em conjunto”, afirma Fares. A atividade, registrada em vídeo e áudio, gerou material de divulgação e pesquisa sobre os coletivos que têm construído o presente, contribuindo para a produção – além da salvaguarda – da memória de dissidentes de gênero e sexualidade.
RODA DE CONVERSA
Entre assuntos como resistência, representatividade e empoderamento, um dos tópicos abordados durante o debate entre as jogadoras foi a violência que ocorre dentro e fora dos espaços esportivos.
Roseli de Belo, antes de apresentar sua medalha olímpica para os times, falou sobre sua trajetória de luta e enfrentamentos às violências sofridas dentro dos campos e no ambiente familiar.
“Ainda há muito o que avançarmos no combate à violência contra mulheres e meninas no esporte. É importante que essas histórias sejam contadas e que as pessoas se conscientizem sobre esse problema”, afirmou Roseli.
So͏br͏e ͏o ͏MD͏S
O Museu da Diversidade Sexual (MDS) é uma instituição do Governo do Estado de São Paulo ligada à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, sendo o primeiro equipamento cultural da América Latina relacionado à Memória e Estudos da Diversidade Sexual.
A ins͏titui͏ção é͏ dest͏inada͏ à me͏mória͏, art͏e, cu͏ltura͏, aco͏lhime͏nto, ͏valor͏izaçã͏o da ͏vida,͏ agen͏ciame͏nto e͏ dese͏nvolv͏iment͏o de ͏pesqu͏isas ͏envol͏vendo͏ a co͏munid͏ade L͏GBTQI͏APN+ ͏(cont͏empla͏ndo a͏ dive͏rsida͏de de͏ sigl͏as qu͏e con͏stitu͏em ho͏je o ͏MDS) ͏e seu͏ reco͏nheci͏mento͏ pela͏ soci͏edade͏ bras͏ileir͏a. Tr͏ata-s͏e de ͏um mu͏seu q͏ue na͏sce e͏ vive͏ a pa͏rtir ͏do di͏álogo͏ com ͏movim͏entos͏ soci͏ais L͏GBTQI͏APN+,͏ que ͏se pr͏opõe ͏a dis͏cutir͏ a di͏versi͏dade ͏sexua͏l e t͏em, e͏m sua͏ traj͏etóri͏a, a ͏luta ͏pela ͏digni͏dade ͏human͏a e a͏ prom͏oção ͏por d͏ireit͏os, a͏tuand͏o com͏o um ͏apare͏lho c͏ultur͏al pa͏ra fi͏ns de͏ tran͏sform͏ação ͏socia͏l.
Atual͏mente͏, o M͏DS pa͏ssa p͏or um͏a ref͏orma ͏de am͏pliaç͏ão da͏ sua ͏sede,͏ na e͏staçã͏o Rep͏úblic͏a do ͏metrô͏, em ͏São P͏aulo.͏ Com ͏isso,͏ a un͏idade͏ terá͏ melh͏or in͏fraes͏trutu͏ra pa͏ra ab͏rigar͏ expo͏siçõe͏s, mo͏stras͏ e de͏mais ͏ações͏ educ͏ativa͏s do ͏Museu͏, alc͏ançan͏do um͏ públ͏ico a͏inda ͏maior͏.
Sobre o Instituto Odeon
Atualmente o Museu da Diversidade Sexual é gerido pelo Instituto Odeon, uma organização social que tem como missão promover gestão e produção cultural e artística de excelência, em diálogo com a educação, agregando valor público para a sociedade. O Instituto Odeon existe para trazer mais cultura para as cidades e mais arte para as pessoas. Quer transformar a percepção do público sobre museus e eventos culturais, trabalhando em direção a um país que promove a expressão da arte, expande o acesso ao que é produzido e leva a sério seu legado cultural.

