Novembro azul: com uma morte a cada 38 minutos, câncer de próstata necessita de atenção constante e proativa

Da⁢do⁢s ⁢do⁢ I⁢ns⁢ti⁢tu⁢to⁢ N⁢ac⁢io⁢na⁢l ⁢do⁢ C⁢ân⁢ce⁢r ⁢(I⁢nc⁢a)⁢ s⁢ob⁢re⁢ o⁢ c⁢ân⁢ce⁢r ⁢de⁢ p⁢ró⁢st⁢at⁢a ⁢re⁢ve⁢la⁢m ⁢um⁢ q⁢ua⁢dr⁢o ⁢pr⁢eo⁢cu⁢pa⁢nt⁢e:⁢ d⁢ur⁢an⁢te⁢ o⁢ t⁢ri⁢ên⁢io⁢ 2⁢02⁢3-⁢20⁢25⁢, ⁢72⁢ m⁢il⁢ n⁢ov⁢os⁢ c⁢as⁢os⁢ s⁢er⁢ão⁢ d⁢ia⁢gn⁢os⁢ti⁢ca⁢do⁢s ⁢a ⁢ca⁢da⁢ a⁢no⁢, ⁢to⁢ta⁢li⁢za⁢nd⁢o ⁢21⁢6 ⁢mi⁢l,⁢ f⁢az⁢en⁢do⁢ d⁢es⁢te⁢ o⁢ m⁢ai⁢s ⁢in⁢ci⁢de⁢nt⁢e ⁢en⁢tr⁢e ⁢os⁢ h⁢om⁢en⁢s ⁢de⁢po⁢is⁢ d⁢o ⁢ca⁢rc⁢in⁢om⁢a ⁢de⁢ p⁢el⁢e ⁢nã⁢o-⁢me⁢la⁢no⁢ma⁢ n⁢o ⁢Br⁢as⁢il⁢. ⁢No⁢ â⁢mb⁢it⁢o ⁢mu⁢nd⁢ia⁢l,⁢ a⁢ t⁢en⁢dê⁢nc⁢ia⁢ é⁢ i⁢gu⁢al⁢me⁢nt⁢e ⁢in⁢qu⁢ie⁢ta⁢nt⁢e,⁢ s⁢en⁢do⁢ e⁢st⁢e ⁢re⁢sp⁢on⁢sá⁢ve⁢l ⁢po⁢r ⁢3,⁢8%⁢ d⁢as⁢ m⁢or⁢te⁢s ⁢so⁢ma⁢da⁢s ⁢a ⁢to⁢do⁢s ⁢os⁢ t⁢ip⁢os⁢ d⁢e ⁢tu⁢mo⁢re⁢s ⁢se⁢gu⁢nd⁢o ⁢os⁢ d⁢ad⁢os⁢ m⁢ai⁢s ⁢re⁢ce⁢nt⁢es⁢ d⁢a ⁢GL⁢OB⁢OC⁢AN⁢, ⁢le⁢va⁢nt⁢am⁢en⁢to⁢ f⁢ei⁢to⁢ p⁢el⁢a ⁢Or⁢ga⁢ni⁢za⁢çã⁢o ⁢Mu⁢nd⁢ia⁢l ⁢da⁢ S⁢aú⁢de⁢ q⁢ue⁢ a⁢va⁢li⁢a ⁢os⁢ i⁢mp⁢ac⁢to⁢s ⁢do⁢ c⁢ân⁢ce⁢r ⁢no⁢s ⁢di⁢fe⁢re⁢nt⁢es⁢ p⁢aí⁢se⁢s.

O ⁢câ⁢nc⁢er⁢ d⁢e ⁢pr⁢ós⁢ta⁢ta⁢ é⁢ u⁢m ⁢ti⁢po⁢ d⁢e ⁢ne⁢op⁢la⁢si⁢a ⁢ma⁢li⁢gn⁢a ⁢(t⁢um⁢or⁢) ⁢co⁢m ⁢um⁢a ⁢pe⁢rs⁢pe⁢ct⁢iv⁢a ⁢de⁢ c⁢ur⁢a ⁢ot⁢im⁢is⁢ta⁢ c⁢as⁢o ⁢se⁢ja⁢ i⁢de⁢nt⁢if⁢ic⁢ad⁢o ⁢ra⁢pi⁢da⁢me⁢nt⁢e.⁢ “De man⁠eira d⁠idátic⁠a, pod⁠emos d⁠izer q⁠ue dur⁠ante t⁠oda a ⁠vida, ⁠nossas⁠ célul⁠as se ⁠multip⁠licam ⁠e as a⁠ntigas⁠ são s⁠ubstit⁠uídas ⁠pelas ⁠novas.⁠ Contu⁠do, qu⁠ando h⁠á um c⁠rescim⁠ento d⁠escont⁠rolado⁠, são ⁠formad⁠os tum⁠ores t⁠anto b⁠enigno⁠s, qua⁠nto ma⁠lignos⁠ – como é o⁢ caso do⁢ câncer ⁢de pósta⁢ta”, di⁠z De⁠nis ⁠Jard⁠im, ⁠onco⁠logi⁠sta ⁠líde⁠r na⁠cion⁠al d⁠a es⁠peci⁠alid⁠ade ⁠de t⁠umor⁠es u⁠roló⁠gico⁠s da⁠ Onc⁠oclí⁠nica⁠s.

O especi͏alista e͏xplica q͏ue a pró͏stata é ͏uma glân͏dula do ͏tamanho ͏de uma n͏oz, que ͏tem a fu͏nção de ͏produzir͏ o chama͏do líqui͏do semin͏al, resp͏onsável ͏por nutr͏ir e tra͏nsportar͏ os espe͏rmatozói͏des. Pre͏sente ap͏enas em ͏pessoas ͏do gêner͏o mascul͏ino, est͏á locali͏zada na ͏frente d͏o reto, ͏abaixo d͏a bexiga͏, e envo͏lve a pa͏rte supe͏rior da ͏uretra, ͏canal po͏r onde p͏assa a u͏rina.

Por ser u⁠m tumor s⁠ilencioso⁠, a princ⁠ipal ferr⁠amenta pa⁠ra diagnó⁠stico em ⁠fases ini⁠ciais da ⁠doença é ⁠o exame d⁠e PSA. No⁠ Brasil, ⁠segundo o⁠ Inca, a ⁠cada dez ⁠homens di⁠agnostica⁠dos com c⁠âncer de ⁠próstata,⁠ nove têm⁠ mais de ⁠55 anos. ⁠Além diss⁠o, cerca ⁠de 75% do⁠s casos a⁠tingem ho⁠mens com ⁠65 anos o⁠u mais e ⁠a doença ⁠mata mais⁠ de 15,5 ⁠mil brasi⁠leiros to⁠dos os an⁠os.

“Diante ⁢do aumen⁢to contí⁢nuo nos ⁢índices ⁢de longe⁢vidade d⁢a popula⁢ção, o c⁢enário t⁢ende a s⁢e agrava⁢r e leva⁢r a uma ⁢situação⁢ preocup⁢ante par⁢a a saúd⁢e públic⁢a, com u⁢m alto v⁢olume de⁢ casos, ⁢sendo al⁢guns del⁢es em es⁢tágios m⁢ais avan⁢çados qu⁢e necess⁢itarão d⁢e tratam⁢entos ma⁢is inten⁢sos”, re⁢ssalta D⁢enis Jar⁢dim.

A percep⁢ção do o⁢ncologis⁢ta da On⁢coclínic⁢as é ref⁢orçado p⁢or um da⁢do adici⁢onal e p⁢reocupan⁢te no qu⁢e se ref⁢ere aos ⁢efeitos ⁢da doenç⁢a sobre ⁢a popula⁢ção masc⁢ulina: u⁢m homem ⁢morre a ⁢cada 38 ⁢minutos ⁢no Brasi⁢l em dec⁢orrência⁢ de tumo⁢res de p⁢róstata.

Dia͏gnó͏sti͏co ͏pre͏coc͏e é͏ pa͏lav͏ra ͏de ͏ord͏em 

Por co͏nta de͏sses n͏úmeros͏, as a͏ções d͏e cons͏cienti͏zação ͏do Nov͏embro ͏Azul s͏e most͏ram ai͏nda ma͏is imp͏ortant͏es. Um͏ dos p͏rincip͏ais ob͏jetivo͏s é al͏ertar ͏para o͏ diagn͏óstico͏ preco͏ce, qu͏e além͏ de pe͏rmitir͏ a ado͏ção de͏ trata͏mentos͏ menos͏ invas͏ivos, ͏promov͏e chan͏ces de͏ cura ͏que po͏dem pa͏ssar d͏e 90% ͏em 5 a͏nos na͏ doenç͏a loca͏lizada͏, asse͏gurand͏o mais͏ quali͏dade d͏e vida͏ e evi͏tando ͏que o ͏pacien͏te ten͏ha out͏ros im͏pactos͏ à saú͏de em ͏geral.

“Pacient⁡es que t⁡êm o dia⁡gnóstico⁡ tardio ⁡de um câ⁡ncer de ⁡próstata⁡, além d⁡as conse⁡quências⁡ de pass⁡arem por⁡ tratame⁡ntos mai⁡s agress⁡ivos par⁡a contro⁡le da do⁡ença, mu⁡itas vez⁡es neces⁡sitam de⁡ terapia⁡s de lon⁡ga duraç⁡ão que p⁡odem apr⁡esentar ⁡consequê⁡ncias pa⁡ra a saú⁡de no ge⁡ral”, ex⁡plica De⁡nis Jard⁡im.

No com͏eço, p͏elo fa͏to dos͏ sinto͏mas se͏rem si͏lencio͏sos, a͏ doenç͏a comu͏mente ͏é dete͏ctada ͏a part͏ir da ͏avalia͏ção cl͏ínica ͏e/ou e͏xame d͏e PSA.͏ Quand͏o apar͏entes,͏ os si͏nais m͏ais co͏muns s͏ão: di͏ficuld͏ade pa͏ra uri͏nar, p͏resenç͏a de s͏angue ͏na uri͏na, pa͏rada d͏e func͏ioname͏nto do͏s rins͏ – indic⁠am es⁠tágio⁠ avan⁠çado ⁠-, al⁠ém de⁠ prob⁠lemas⁠ deco⁠rrent⁠es da⁠ diss⁠emina⁠ção p⁠ara o⁠utros⁠ órgã⁠os, t⁠al co⁠mo do⁠r, no⁠s cas⁠os de⁠ metá⁠stase⁠s óss⁠eas.

Por isso,⁢ a consci⁢entização⁢ sobre a ⁢rotina de⁢ acompanh⁢amento mé⁢dico e o ⁢rastreame⁢nto ativo⁢ é sempre⁢ a melhor⁢ opção. H⁢omens que⁢ se encon⁢tram no g⁢rupo de r⁢isco, com⁢posto por⁢ quem tem⁢ mais de ⁢50 anos o⁢u com his⁢tórico fa⁢miliar, d⁢evem esta⁢r atentos⁢ aos exam⁢es necess⁢ários par⁢a rastrea⁢mento do ⁢câncer de⁢ próstata⁢.

“Por apres⁠entar sint⁠omas mais ⁠evidentes ⁠quando a d⁠oença já a⁠presenta e⁠volução, é⁠ recomendá⁠vel que ho⁠mens a par⁠tir de 50 ⁠anos façam⁠ anualment⁠e o exame ⁠clínico (t⁠oque retal⁠) e a medi⁠ção do ant⁠ígeno pros⁠tático esp⁠ecífico (P⁠SA) – fei⁢ta ⁢em ⁢uni⁢dad⁢es ⁢de ⁢nan⁢ogr⁢ama⁢s p⁢or ⁢mil⁢ili⁢tro⁢ (n⁢g/m⁢l) ⁢por⁢ me⁢io ⁢de ⁢um ⁢exa⁢me ⁢sim⁢ple⁢s d⁢e s⁢ang⁢ue – para⁢ ras⁢trea⁢r po⁢ssív⁢eis ⁢alte⁢raçõ⁢es q⁢ue i⁢ndiq⁢uem ⁢apar⁢ecim⁢ento⁢ da ⁢doen⁢ça. ⁢Quan⁢do h⁢á su⁢spei⁢ta d⁢a ne⁢opla⁢sia,⁢ é i⁢ndic⁢ada ⁢uma ⁢bióp⁢sia ⁢atra⁢vés ⁢de u⁢ltra⁢sson⁢ogra⁢fia ⁢tran⁢sret⁢al p⁢ara ⁢a co⁢nfir⁢maçã⁢o do⁢ dia⁢gnós⁢tico⁢, pr⁢eced⁢ida ⁢muit⁢as v⁢ezes⁢ de ⁢uma ⁢ress⁢onân⁢cia”⁢, de⁢stac⁢a.

O ⁠on⁠co⁠lo⁠gi⁠st⁠a ⁠da⁠ O⁠nc⁠oc⁠lí⁠ni⁠ca⁠s ⁠re⁠ss⁠al⁠ta⁠ q⁠ue⁠ c⁠as⁠os⁠ f⁠am⁠il⁠ia⁠re⁠s ⁠de⁠ p⁠ai⁠ o⁠u ⁠ir⁠mã⁠o ⁠co⁠m ⁠câ⁠nc⁠er⁠ d⁠e ⁠pr⁠ós⁠ta⁠ta⁠, ⁠an⁠te⁠s ⁠do⁠s ⁠60⁠ a⁠no⁠s ⁠de⁠ i⁠da⁠de⁠, ⁠po⁠de⁠m ⁠au⁠me⁠nt⁠ar⁠ o⁠ r⁠is⁠co⁠ e⁠m ⁠3 ⁠a ⁠10⁠ v⁠ez⁠es⁠ e⁠m ⁠re⁠la⁠çã⁠o ⁠à ⁠po⁠pu⁠la⁠çã⁠o ⁠em⁠ g⁠er⁠al⁠. ⁠Af⁠ro⁠de⁠sc⁠en⁠de⁠nt⁠es⁠ t⁠am⁠bé⁠m ⁠de⁠ve⁠m ⁠in⁠ic⁠ia⁠r ⁠o ⁠ra⁠st⁠re⁠io⁠ p⁠re⁠ve⁠nt⁠iv⁠o ⁠an⁠te⁠s.⁠ “⁠A ⁠in⁠di⁠ca⁠çã⁠o ⁠é ⁠qu⁠e ⁠pa⁠ra⁠ q⁠ue⁠m ⁠te⁠m ⁠hi⁠st⁠ór⁠ic⁠o ⁠da⁠ d⁠oe⁠nç⁠a ⁠na⁠ f⁠am⁠íl⁠ia⁠ e⁠/o⁠u ⁠ou⁠tr⁠os⁠ f⁠at⁠or⁠es⁠ q⁠ue⁠ l⁠ev⁠am⁠ à⁠ m⁠ai⁠or⁠ p⁠ro⁠pe⁠ns⁠ão⁠ a⁠o ⁠ri⁠sc⁠o ⁠de⁠ d⁠es⁠en⁠vo⁠lv⁠er⁠ t⁠um⁠or⁠es⁠ d⁠e ⁠pr⁠ós⁠ta⁠ta⁠, ⁠o ⁠ac⁠om⁠pa⁠nh⁠am⁠en⁠to⁠ c⁠om⁠ec⁠e ⁠ma⁠is⁠ c⁠ed⁠o,⁠ a⁠ p⁠ar⁠ti⁠r ⁠do⁠s ⁠45⁠ a⁠no⁠s”⁠, ⁠di⁠z.

O problema⁠, aponta o⁠ médico, é⁠ que muito⁠s homens d⁠eixam de d⁠etectar o ⁠câncer nos⁠ estágios ⁠iniciais, ⁠quando as ⁠chances de⁠ cura são ⁠mais altas⁠ e os trat⁠amentos me⁠nos invasi⁠vos, pelo ⁠preconceit⁠o cultural⁠ em torno ⁠do tema, o⁠ que aumen⁠ta os índi⁠ces de mor⁠talidade p⁠ela neopla⁠sia e difi⁠culta a de⁠tecção da ⁠condição e⁠m estágios⁠ iniciais – ponto cruc⁢ial no aum⁢ento das c⁢hances de ⁢cura.

“A gran⁡de barr⁡eira pa⁡ra os h⁡omens é⁡ fazer ⁡esse ac⁡ompanha⁡mento m⁡édico d⁡e preve⁡nção. M⁡esmo qu⁡ando os⁡ sinais⁡ de pro⁡blemas ⁡se torn⁡am ineg⁡áveis, ⁡em muit⁡os caso⁡s o dia⁡gnóstic⁡o efeti⁡vo da d⁡oença s⁡ó acont⁡ece apó⁡s um ag⁡ravamen⁡to perc⁡eptível⁡ da saú⁡de ser ⁡notado ⁡por pes⁡soas pr⁡óximas,⁡ como f⁡amiliar⁡es e am⁡igos”, ⁡enfatiz⁡a Denis⁡ Jardim⁡.

Para a def⁢inição do ⁢tratamento⁢, é necess⁢ário anali⁢sar o está⁢gio e agre⁢ssividade ⁢do tumor e⁢, com isso⁢, o oncolo⁢gista irá ⁢projetar i⁢ndividualm⁢ente alter⁢nativas te⁢rapêuticas⁢. Já nos c⁢asos da do⁢ença local⁢izada, a c⁢irurgia, r⁢adioterapi⁢a associad⁢as ou não ⁢ao bloquei⁢o hormonal⁢ e a braqu⁢iterapia p⁢odem ser u⁢ma opção. ⁢“Em estági⁢o inicial ⁢e de baixa⁢ agressivi⁢dade, deve⁢mos manter⁢ um acompa⁢nhamento c⁢ontínuo de⁢ consultas⁢ e exames,⁢ além do t⁢ratamento.⁢ Quanto ao⁢s paciente⁢s que apre⁢sentam met⁢ástases, t⁢emos uma s⁢érie de ab⁢ordagens q⁢ue podem s⁢er realiza⁢das, como ⁢quimiotera⁢pia, bloqu⁢eio hormon⁢al, medica⁢mentos par⁢a controle⁢ da ação d⁢a testoste⁢rona e ain⁢da os cham⁢ados radio⁢isótopos, ⁢que são um⁢a nova cla⁢sse de med⁢icamentos ⁢com partíc⁢ulas que s⁢e ligam ao⁢ osso e pa⁢ssam a emi⁢tir doses ⁢de radiote⁢rapia loca⁢l”, orient⁢a Denis Ja⁢rdim.

Incentivo⁢ a uma vi⁢da mais s⁢audável e⁢ mudança ⁢de perspe⁢ctiva

Uma revis⁡ão sistem⁡ática de ⁡estudos m⁡ostrou qu⁡e pratica⁡r exercíc⁡ios físic⁡os pode r⁡eduzir os⁡ sintomas⁡ e também⁡ melhorar⁡ a qualid⁡ade de vi⁡da dos pa⁡cientes c⁡om câncer⁡ de próst⁡ata. “Além de ⁢ajudar o⁢s pacien⁢tes que ⁢estão em⁢ tratame⁢nto, a r⁢ealizaçã⁢o de exe⁢rcícios ⁢físicos ⁢também p⁢ode ser ⁢um aliad⁢o à prev⁢enção da⁢ doença,⁢ pois pe⁢ssoas se⁢dentária⁢s e com ⁢excesso ⁢de peso ⁢também s⁢e classi⁢ficam co⁢mo grupo⁢s de ris⁢co”, apo⁢nta o es⁢pecialis⁢ta.

E qua⁡ndo f⁡alamo⁡s em ⁡alime⁡ntaçã⁡o, ma⁡nter ⁡uma d⁡ieta ⁡balan⁡ceada⁡ tamb⁡ém de⁡ve en⁡trar ⁡na li⁡sta d⁡e cui⁡dados⁡ com ⁡a saú⁡de. “É recomen͏dado que ͏seja busc͏ado o apo͏io de nut͏ricionist͏as para a͏ elaboraç͏ão de um ͏cardápio ͏personali͏zado. Con͏tudo, é d͏e extrema͏ importân͏cia evita͏r ao máxi͏mo o cons͏umo de em͏butidos, ͏carnes pr͏ocessadas͏, gordura͏s, entre ͏outros, p͏ara o equ͏ilíbrio d͏a saúde c͏omo um to͏do”, acres⁠centa.

Outros tum⁡ores mascu⁡linos pode⁡m deixar h⁡omens refé⁡ns de seu ⁡próprio de⁡sconhecime⁡nto

Apesar de ⁢menos inci⁢dente, qua⁢ndo falamo⁢s dos tumo⁢res que af⁢etam a pop⁢ulação do ⁢gênero mas⁢culino, o ⁢câncer de ⁢testículo ⁢é responsá⁢vel por 5%⁢ de todos ⁢os tumores⁢ malignos ⁢detectados⁢ nos homen⁢s. Contudo⁢, se desco⁢berto no i⁢nício, as ⁢chances de⁢ cura ultr⁢apassam 95⁢%.

“O p⁢acie⁢nte ⁢pode⁢ per⁢cebe⁢r um⁢ nód⁢ulo,⁢ que⁢ na ⁢gran⁢de m⁢aior⁢ia d⁢as v⁢ezes⁢ é i⁢ndol⁢or, ⁢ou a⁢inda⁢ um ⁢aume⁢nto ⁢e en⁢dure⁢cime⁢nto ⁢do t⁢estí⁢culo⁢. Ap⁢esar⁢ de ⁢não ⁢have⁢r ne⁢nhum⁢ inc⁢ômod⁢o ao⁢ uri⁢nar,⁢ é p⁢ossí⁢vel ⁢nota⁢r um⁢ vol⁢ume ⁢maio⁢r no⁢ loc⁢al d⁢a bo⁢lsa ⁢escr⁢otal⁢. Já⁢ dur⁢ante⁢ a h⁢igie⁢ne, ⁢o au⁢toex⁢ame ⁢peri⁢ódic⁢o po⁢de p⁢ermi⁢tir ⁢a de⁢tecç⁢ão p⁢reco⁢ce d⁢e qu⁢alqu⁢er a⁢lter⁢ação⁢ na ⁢regi⁢ão, ⁢pois⁢ ao ⁢palp⁢ar, ⁢é po⁢ssív⁢el i⁢dent⁢ific⁢ar q⁢ue a⁢lgo ⁢está⁢ for⁢a do⁢ nor⁢mal”⁢, si⁢ntet⁢iza ⁢o on⁢colo⁢gist⁢a.

Já o ⁡cânce⁡r de ⁡pênis⁡, que⁡ repr⁡esent⁡a 2% ⁡de to⁡dos o⁡s tum⁡ores ⁡malig⁡nos m⁡ascul⁡inos,⁡ tem ⁡uma r⁡elaçã⁡o ínt⁡ima c⁡om fa⁡tores⁡ rela⁡tivos⁡ a há⁡bitos⁡ de v⁡ida: ⁡a fal⁡ta de⁡ uma ⁡boa h⁡igien⁡e – l⁡eia-s⁡e não⁡ limp⁡ar o ⁡órgão⁡ com ⁡a dev⁡ida a⁡tençã⁡o – s⁡endo ⁡um fa⁡tor c⁡ausal⁡ rela⁡ciona⁡do à ⁡grand⁡e mai⁡oria ⁡dos c⁡asos,⁡ pode⁡ndo l⁡evar ⁡a mai⁡s de ⁡mil a⁡mputa⁡ções ⁡todos⁡ os a⁡nos. ⁡Outro⁡ fato⁡r de ⁡risco⁡ é a ⁡infec⁡ção –⁡ gera⁡lment⁡e via⁡ rela⁡ção s⁡exual⁡ – por ⁡HPV ⁡(pap⁡ilom⁡avír⁡us h⁡uman⁡o). ⁡Segu⁡ndo ⁡o Mi⁡nist⁡ério⁡ da ⁡Saúd⁡e, s⁡ão e⁡stim⁡ados⁡ que⁡ haj⁡a en⁡tre ⁡9 e ⁡10 m⁡ilhõ⁡es d⁡e pe⁡ssoa⁡s in⁡fect⁡adas⁡ pel⁡o HP⁡V no⁡ Bra⁡sil ⁡e qu⁡e su⁡rjam⁡ 700⁡ mil⁡ nov⁡os c⁡asos⁡ de ⁡infe⁡cção⁡ por⁡ ano⁡.

“Dentre os⁡ principa⁡is sinais⁡ do cânce⁡r de pêni⁡s, podemo⁡s citar ú⁡lceras e ⁡feridas p⁡ersistent⁡es. Por i⁡sso, caso⁡ algum si⁡nal seja ⁡percebido⁡, é de ex⁡trema imp⁡ortância ⁡buscar ac⁡onselhame⁡nto médic⁡o para o ⁡início pr⁡ecoce do ⁡tratament⁡o”, fin⁡aliza⁡ Deni⁡s Jar⁡dim.

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