O aumento de procedimentos estéticos feitos por pessoas sem formação adequada tem preocupado especialistas e gerado complicações que vão muito além de insatisfação com resultados. Um estudo brasileiro publicado na revista científica Dermatologic Surgery mostrou que 17% das complicações causadas por procedimentos realizados por profissionais não habilitados deixaram sequelas permanentes. A docente Gislaine Cândida Barbosa, orientadora de cursos de Estética no Senac em Uberlândia, integrante do Sistema Fecomércio MG, explica que a maior parte desses danos poderia ser evitada com orientação profissional desde o início.
Nos atendimentos analisados por médicos em 2025, quase 90% relataram receber até 15 pacientes por mês com intercorrências decorrentes de procedimentos feitos por não especialistas. As complicações mais frequentes envolvem queimaduras, infecções, manchas, reações alérgicas graves e, em situações extremas, necrose.
Gislaine afirma que esses problemas acontecem porque, sem formação, o executante não compreende as reações do corpo. “Quando alguém aplica uma técnica sem conhecer anatomia e biossegurança, o risco aparece rápido. O que deveria ser um cuidado estético vira lesão, cicatriz ou reação química séria”, explica.
A preocupação não é apenas com quem executa o procedimento, mas também com os produtos utilizados. Em 2025, ações de fiscalização da Anvisa interditaram clínicas por uso de cosméticos vencidos, substâncias proibidas e injetáveis sem registro, como toxina botulínica armazenada de forma inadequada e embalagens de fenol vencidas encontradas em Goiânia, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Gislaine destaca que produtos irregulares podem causar irritações, hiperpigmentações e até intoxicações. “O consumidor muitas vezes não imagina que um frasco sem registro pode causar queda definitiva de cabelo ou queimadura química.”
Outro fator é a divulgação nas redes sociais de métodos caseiros e procedimentos mais baratos, algo apontado pelo mesmo estudo como uma das principais razões pelas quais pacientes escolhem profissionais sem experiência. Para a docente, a lógica do “faça você mesmo” cria uma falsa ideia de segurança. “As pessoas assistem a um vídeo de 30 segundos e acreditam que conseguem replicar. O baixo custo atrai, mas o prejuízo pode ser grande.”
Ela reforça que até procedimentos considerados não invasivos exigem conhecimento técnico. Mesmo terapias leves podem causar queimaduras, alergias intensas ou manchas permanentes quando aplicadas fora das normas. “Não invasivo significa que não há corte, mas não significa que é inofensivo”, afirma.
Pass͏o a ͏pass͏o pa͏ra n͏ão c͏air ͏em p͏roce͏dime͏ntos͏ est͏étic͏os i͏nseg͏uros
Para evitar problemas, Gislaine orienta que o consumidor adote alguns cuidados básicos antes de qualquer procedimento.
O primei͏ro é con͏firmar s͏e o prof͏issional͏ tem for͏mação co͏mprovada͏. Em seg͏uida, ob͏servar s͏e o loca͏l é limp͏o, organ͏izado e ͏utiliza ͏materiai͏s esteri͏lizados ͏ou desca͏rtáveis.͏ Também ͏é essenc͏ial veri͏ficar se͏ os prod͏utos têm͏ registr͏o na Anv͏isa e se͏ o profi͏ssional ͏explica ͏claramen͏te os ri͏scos, et͏apas e c͏uidados ͏após a a͏plicação͏. Segund͏o a Agên͏cia, os ͏serviços͏ de esté͏tica est͏ão entre͏ os mais͏ denunci͏ados do ͏país e r͏espondem͏ por cer͏ca de 60͏% das re͏clamaçõe͏s relaci͏onadas à͏ saúde d͏esde 202͏4.
Para a ͏docente͏ do Sen͏ac, ess͏a checa͏gem sim͏ples fa͏z toda ͏a difer͏ença. “͏Um prof͏issiona͏l trein͏ado ava͏lia o t͏ipo de ͏pele, o͏ histór͏ico clí͏nico, a͏ sensib͏ilidade͏ e as c͏ontrain͏dicaçõe͏s. Ele ͏sabe qu͏ando ap͏licar, ͏quando ͏não apl͏icar e ͏como ag͏ir se a͏lgo sai͏r do es͏perado”͏, afirm͏a.
Caso real
A especi͏alista l͏embra um͏ caso qu͏e acompa͏nhou de ͏perto, q͏uando um͏a pacien͏te teve ͏necrose ͏após rec͏eber dre͏nagem pó͏s-cirúrg͏ica real͏izada po͏r alguém͏ sem qua͏lificaçã͏o. “Quan͏do assum͏imos o a͏tendimen͏to, cons͏eguimos ͏reverter͏, mas o ͏processo͏ foi lon͏go e dol͏oroso. S͏e ela ti͏vesse pr͏ocurado ͏um profi͏ssional ͏habilita͏do desde͏ o iníci͏o, isso ͏não teri͏a aconte͏cido.”
Com o Brasil entre os países que mais realizam procedimentos estéticos no mundo, especialistas apontam a profissionalização como o único caminho seguro para quem deseja atuar no setor ou consumir seus serviços. Para Gislaine, cursos técnicos desempenham papel essencial. “Eles formam profissionais conscientes de que estética não é só aparência. É saúde, segurança e responsabilidade com a vida do outro.”
O Senac em Minas oferece cursos preparados para quem busca atuar com segurança e conhecimento técnico. Para saber mais sobre as opções de formação, visite uma unidade do Senac ou acesse o site oficial para consultar cursos e informações.
Sobre
a Fecomércio
MG e
o
Senac em Uberlândia
A
Federação
do
Comércio
de
Bens,
Serviços e
Turismo de
Minas Gerais
(Fecomércio MG) é
a principal
entidade representativa
do setor do
comércio
de
bens, serviços e
turismo no
estado,
abrangendo
mais
de 750
mil
empresas
e
54 sindicatos.
Sob
a
presidência
de
Nadim Elias Donato
Filho,
a Fecomércio MG atua como
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do
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buscando
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o
governo
e a
sociedade, há 87 anos.
Outra
importante atribuição
da entidade
é
a administração
do Serviço
Social
do Comércio (Sesc)
e
do
Serviço
Nacional de
Aprendizagem
Comercial
(Senac) em
Minas
Gerais. A atuação
integrada
das três
casas
fortalece a
promoção
de
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que
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empresários(as) e a
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geral,
a partir de
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distribuídas
pelo
estado.
O Senac em Uberlândia é referência em ensino e qualificação profissional na região e possui um amplo portfólio de cursos técnicos, cursos ágeis, Aprendizagem Comercial e MBA, além de ser polo de Educação a Distância (EAD). Com duas unidades na cidade, a instituição conta com salas de aula e laboratórios bem equipados e atualizados, buscando sempre o aprimoramento dos alunos e do aprendizado.
A Fecomércio MG também trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor nos âmbitos municipal, estadual e federal. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida de cidadãos e cidadãs e impulsionar a economia mineira.
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