O Grupo de Estudos Transdisciplinares de Atenção Reprodutiva (Gestar) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) recebeu o troféu referente ao segundo lugar do Prêmio Mellyssa. A entrega aconteceu na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), em Belo Horizonte, na noite do dia 3 de outubro.
O p͏rêm͏io,͏ pr͏omo͏vid͏o p͏elo͏ Mi͏nis͏tér͏io ͏Púb͏lic͏o d͏o E͏sta͏do ͏de ͏Min͏as ͏Ger͏ais͏ (P͏MMG͏), ͏vis͏a i͏den͏tif͏ica͏r, ͏val͏ori͏zar͏ e ͏div͏ulg͏ar ͏med͏ida͏s d͏e e͏nfr͏ent͏ame͏nto͏ à ͏mor͏bim͏ort͏ali͏dad͏e m͏ate͏rna͏ e ͏inf͏ant͏il ͏no ͏est͏ado͏ mi͏nei͏ro.
Desenvolvida pelo Gestar, a pesquisa “(Re) Modelando a assistência à saúde das mulheres: estratégias de atenção ao pré-natal, parto humanizado e nascimento” foi um dos mais de 70 trabalhos que concorreram à premiação. Com a segunda colocação, ela foi uma das três selecionadas para participação no seminário internacional “Jornadas Luso-brasileiras: Sistemas públicos de Saúde e Políticas de Saúde”, a ser realizado pela Universidade de Coimbra, de Portugal.
“Foi uma grande honra receber esse prêmio de uma causa tão nobre que o Ministério Público de Minas Gerais traz como pauta nas políticas públicas de saúde”, afirma a coordenadora do projeto Gestar, a professora Efigênia Aparecida Maciel de Freitas, da Faculdade de Medicina (Famed/UFU).
Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, cerca de 830 mulheres morrem todos os dias por causas evitáveis relacionadas ao parto. Este número é ainda mais preocupante quando 99% dessas mortes ocorrem em países em desenvolvimento, revelando a interferência das diferenças sociais na saúde das mulheres.
O Projeto Mellyssa, que é de onde vem o prêmio, se esforça justamente para fazer justiça e enfrentamento à mortalidade materna e infantil, em Minas Gerais. O nome é em homenagem a uma criança que, logo após o nascimento, faleceu devido a uma infecção que poderia e deveria ter sido detectada durante exames de pré-natal.
“A sensibi͏lidade do ͏Projeto Me͏llyssa vem͏ justament͏e mover to͏da a comun͏idade, aut͏oridades e͏ todas as ͏famílias, ͏de que nos͏sos indica͏dores são ͏ruins e qu͏e temos po͏tencial de͏ garantir ͏uma assist͏ência huma͏nizada, di͏gna, respe͏itosa e se͏gura para ͏a mulher”, afirma Freitas.
Gestar
Em atividade desde 2018, o grupo surgiu a partir dos programas Rede Cegonha, Parto Adequado e ApiceOn, vinculados ao Ministério da Saúde. Os projetos fomentam a qualidade e instrução à saúde materna e são base para as atividades realizadas pelo Gestar.
Atualmente, o grupo presta assistência semanal no ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Clínicas (HC-UFU) e em algumas Unidades Básicas de Saúde Fluviais. Dentre suas principais atribuições, estão a realização de capacitações profissionais, pesquisas referentes ao resgate do parto natural e fisiológico e formação de profissionais voltada à assistência humanizada e centrada na saúde da mulher.
Atuando no movimento de mudança no modelo assistencial, o Gestar atende diretamente a gestante e sua família desde o pré-natal, passando pelo parto e puerpério. Para Freitas, a premiação traz incentivos para que o projeto cresça e seja mais conhecido pela comunidade externa.
Comunica ͏UFU
