Setor de eventos empregou 3.078 em Minas Gerais

Setor de eventos apresenta o maior crescimento no índice de estoque de empregos formais em comparação com outras áreas da economia

De acordo com estudo realizado com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego, segmento supera atividades como Construção e Agropecuária

O core business do setor de eventos de cultura e entretenimento apresentou, até agosto, um crescimento médio de 51,5% no índice de estoque de empregos formais (total de vagas disponíveis em um mercado de trabalho) em relação a 2019, período anterior à pandemia do covid-19. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e constam do Radar Econômico, estudo realizado pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE). Com isso, ocupa o primeiro lugar da lista, superando construção (39,8%) e agropecuária (22,7%). 

Merece destaque, ainda, o fato de que o hub do setor e serviços, que envolvem atividades impactadas pelo core business,  apresentaram, respectivamente, crescimento médio de 22,2% e 19,1%. “Quando os profissionais trabalham sob contratos formais, não apenas garantem seus direitos e benefícios, como também contribuem para a saúde econômica do setor como um todo. Além disso, os índices revelam como temos capacidade de retomar rapidamente as políticas públicas implementadas e os investimentos que são feitos no segmento”, aponta o empresário Doreni Caramori Júnior, presidente da ABRAPE. 

O core business envolve as áreas de organização de eventos, exceto culturais e esportivos; atividades artísticas, criativas e de espetáculos; atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental; atividades de recreação e lazer; e produção e promoção de eventos esportivos. Já o hub abrange 52 atividades econômicas como  operadores turísticos, bares e restaurantes, serviços gerais, segurança privada, hospedagem etc, áreas diretamente impactadas pelas atividades de cultura e entretenimento.  

Estados 

O Radar ABRAPE aponta que o hub do setor registrou saldo positivo de oportunidades de empregos formais em 25 das 27 unidades da federação entre janeiro e agosto de 2024. Os destaques foram São Paulo (49.751), Rio de Janeiro (16.768) e Minas Gerais (15.437).  Apenas  Rio Grande do Sul (- 1294) e Bahia (-2.909) registraram saldo negativo. Quando se leva em consideração o core business do setor, das 27 unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. As principais geradoras de emprego no setor para o período foram São Paulo (7.905), Rio de Janeiro (3.219) e Minas Gerais (3.078). Apenas o Pará apresentou saldo negativo (-57)

A estimativa de consumo no setor, entre janeiro e agosto, chegou a R$ 85,9 bilhões, resultado 7,6% superior ao mesmo período de 2023 (R$79,8 bilhões). Em agosto, o índice chegou a R$10,85 bilhões. Foi o melhor resultado para o período desde que a série histórica deste indicador iniciou em 2019. O levantamento leva em consideração o peso atribuído mensalmente pelo item Recreação do Índice de Preços no Consumidor (IPCA) e a massa de rendimento real mensal dos trabalhadores aferidos pela PNAD/M (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE.

Sobre a ABRAPE

Criada em 1992 com o propósito de promover o desenvolvimento e a valorização das empresas produtoras e promotoras de eventos culturais e de entretenimento no Brasil, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – ABRAPE, tem, atualmente, mais de 850 associados, sediados em todos os Estados da Federação, que representam o PIB dos eventos do Brasil. Foi a entidade que liderou o setor na pandemia, protagonizando a criação e a manutenção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos PERSE: o maior programa de transação fiscal da história do Brasil e o principal Programa de desoneração fiscal após do Simples Nacional. Com importante representatividade, é referência em associativismo de classe.

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