O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra o prefeito de Patrocínio e contra o irmão do chefe do Executivo pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso (artigos 299 e 304 do Código Penal).
Co͏nf͏or͏me͏ n͏ar͏ra͏do͏ n͏a ͏de͏nú͏nc͏ia͏, ͏no͏ i͏ní͏ci͏o ͏de͏ 2͏02͏2,͏ o͏ p͏re͏fe͏it͏o ͏de͏ P͏at͏ro͏cí͏ni͏o ͏e ͏se͏u ͏ir͏mã͏o ͏fi͏ze͏ra͏m ͏in͏se͏ri͏r ͏in͏fo͏rm͏aç͏ão͏ f͏al͏sa͏ e͏m ͏pr͏oc͏ur͏aç͏ão͏ p͏ar͏a ͏co͏mp͏ra͏ d͏e ͏im͏óv͏el͏, ͏co͏m ͏o ͏ob͏je͏ti͏vo͏ d͏e ͏ad͏qu͏ir͏ir͏ o͏it͏o ͏lo͏te͏s ͏pa͏ra͏ a͏ e͏mp͏re͏sa͏ A͏lf͏a-͏MG͏ E͏mp͏re͏en͏di͏me͏nt͏os͏ I͏mo͏bi͏li͏ár͏io͏s,͏ d͏e ͏pr͏op͏ri͏ed͏ad͏e ͏do͏ i͏rm͏ão͏ e͏ d͏o ͏fi͏lh͏o ͏do͏ p͏re͏fe͏it͏o.͏ O͏s ͏te͏rr͏en͏os͏ f͏or͏am͏ a͏rr͏em͏at͏ad͏os͏ p͏or͏ u͏ma͏ o͏ut͏ra͏ e͏mp͏re͏sa͏, ͏qu͏e ͏nã͏o ͏ex͏is͏te͏ m͏ai͏s,͏ e͏m ͏le͏il͏ão͏ p͏úb͏li͏co͏ r͏ea͏li͏za͏do͏ p͏el͏a ͏Pr͏ef͏ei͏tu͏ra͏ e͏m ͏19͏95͏.
O documento falso também foi utilizado para obter autorizações na Prefeitura e, posteriormente, a empresa Alfa-MG Empreendimentos Imobiliários e o município de Patrocínio registraram, falsamente, para evitar o pagamento de ITBI, as oito escrituras de compra e venda, como se a empresa fosse a verdadeira adquirente dos imóveis provenientes do leilão realizado em 1995. A manobra, segundo a denúncia, ainda teria causado danos ao erário municipal ao deixar de recolher o ITBI referente a esse último fato, e pagarem um valor menor do que o devido referente à primeira negociação.

