FICCO/MG mira lavagem de dinheiro de esquema criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas

Cerca de duzentos policiais são mobilizados em MG, GO, SP, AM e MA para cumprir 99 mandados judiciais, referentes às Operações Rota Andina e Paper Stone

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais, em ação conjunta com a Polícia Federal nos estados de GO, SP, AM e MA, deflagrou nesta terça-feira 12/05, as Operações Rota Andina e Paper Stone, para cumprir 22 mandados de prisão, 41 mandados de busca e apreensão e 26 mandados de busca e apreensão de veículos, em combate ao tráfico internacional de drogas agenciado por organizações criminosas que possuem ramificações no Brasil, com prevalência nos territórios de Uberlândia e Ituiutaba.

No total, a Justiça autorizou busca e apreensão de 114 veículos dos investigados, avaliados em cerca de R$ 6 milhões, além do sequestro patrimonial de R$ 92 milhões, totalizando o bloqueio de R$ 98 milhões. As Operações mobilizam aproximadamente 200 policiais e estão em andamento.

A Operação Rota Andina cumpre 29 MBA e 18 MPP em oito cidades de cinco estados brasileiros: MG(3): Uberlândia/MG, Ituiutaba/MG e São João Del Rey/MG; Goiânia/GO; São Paulo/SP e Poá/SP; Manaus/AM; e São Luís/MA. Essa ação é fruto do desdobramento de flagrante ocorrrido em abril de 2025 que resultou na apreeensão 470 kg de cocaína, transportados por aeronave no município goiano de Santa Rita do Araguaia. O modus operandi dessa organização criminosa envolvia logística aérea sofisticada, com o uso de pistas clandestinas e comunicação via satélite para burlar fiscalizações, engenharia financeira complexa utilizando empresas de fachada e uma rede de interpostas pessoas (“laranjas”) para a aquisição de ativos de alto valor, como aeronaves e veículos de luxo, além da triangulação de recursos e fracionamento de depósitos para ocultar a origem ilícita dos valores.

Já a Operação Paper Stone acontece nas cidades mineiras de Uberlândia e Ituiutuba e cumpre 12 mandados judiciais de busca e apreensão e quatro mandados judiciais de prisão. Essa ação decorre do aprofundamento das investigações da Operação Anthill, deflagrada pela PF em novembro de 2024, a qual identificou organização criminosa responsável por articular um grande esquema de tráfico interestadual e lavagem de dinheiro. Nesta nova etapa investigativa, observou-se a utilização de mecanismos sofisticados de ocultação e dissimulação de valores ilícitos, caracterizando práticas de lavagem de ativos e associação criminosa, mediante o emprego de empresas de fachada e de interpostas pessoas, com o objetivo de conferir aparência de licitude aos recursos provenientes da atividade criminosa com foco na cidade mineira de Ituiutuba.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG), coordenada pela Polícia Federal (PF), é composta pelas Polícias Militar (PMMG), Civil (PCMG), Penal (PPMG) e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

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