Esc͏ola͏ da͏ Ci͏dad͏e o͏rie͏nta͏ fa͏míl͏ias͏ so͏bre͏ al͏ter͏nat͏iva͏s s͏aud͏áve͏is
Com a chegada das férias escolares, o aumento no tempo de exposição às telas entre crianças volta a acender um alerta entre especialistas em desenvolvimento infantil. Segundo educadores, a combinação de rotina mais flexível, maior tempo livre e a conveniência dos dispositivos digitais faz com que o uso se torne, muitas vezes, a principal atividade do dia, cenário que pode prejudicar atenção, sono, criatividade e vínculos sociais.
Para E͏sther ͏Guimar͏ães, p͏sicope͏dagoga͏, espe͏cialis͏ta em ͏neurod͏esenvo͏lvimen͏to inf͏antil ͏e fund͏adora ͏da Esc͏ola da͏ Cidad͏e, o p͏eríodo͏ exige͏ cuida͏do e e͏quilíb͏rio po͏r part͏e das ͏famíli͏as. “N͏as fér͏ias, é͏ natur͏al que͏ as te͏las oc͏upem e͏spaço,͏ mas q͏uando ͏esse u͏so não͏ é reg͏ulado,͏ ele s͏ubstit͏ui exp͏eriênc͏ias fu͏ndamen͏tais p͏ara o ͏desenv͏olvime͏nto, c͏omo br͏incar,͏ imagi͏nar, c͏onvers͏ar e s͏e movi͏mentar͏”, afi͏rma.
A Escola da Cidade destaca que pequenas mudanças na rotina familiar podem reduzir significativamente a dependência do digital. Entre as recomendações estão o estabelecimento de combinados claros sobre horários, a oferta de atividades alternativas, como leitura, brincadeiras ao ar livre, arte, jogos de tabuleiro e pequenos projetos em família e o envolvimento das próprias crianças na organização do dia.
“Quando a criança participa da construção da rotina, ela se sente responsável pelo próprio tempo. Isso diminui conflitos e aumenta o interesse por atividades fora das telas”, explica Esther.
A instituição reforça que mesmo famílias com pouco tempo disponível podem criar rituais breves, como preparar um lanche juntos, caminhar pelo quarteirão ou dedicar alguns minutos a um jogo simples. A orientação principal é priorizar momentos de presença e interação humana, essenciais para um desenvolvimento saudável.

